Este é um conto de amor trágico, não invejando Shakespeare.
Em casa com algumas amigas conversando bobagens: Homens, sexo e compras - nesta ordem. Por um segundo tive a impressão de ver um fantasma de meu passado no corredor.
Pensei: - Impressão mesmo!
Mas o fantasma agora estava parado na soleira de minha porta.
Fiquei paralisada, meu coração disparou e todas as mulheres a minha volta tentavam decifrar aquela minha emoção. Consegui dizer ao menos seu nome. Washington.
- Washington!?
- Posso entrar?
Eu não respondi. As garotas ficaram olhando para ele e para mim, os dois sem ação, olhando-se fixamente. Meu coração estava disparado, os cacos reparados despedaçaram de uma única vez. Minha amiga Clara levantou-se e chamou as outras para saírem, mandou-o entrar e quando Washington entrou ainda continuava estática. Clara fecha a porta, nos deixando a sós.
- Oi, tudo bem?!
- O que.... O que faz aqui?
- Queria conversar com você.
- Conversar sobre o quê? Não temos nada a falar.
- Temos sim.
- Não. Não temos.
As lembranças emergiram de imediato.
Treze. Treze longos anos e ele me aparece agora, quando eu já tinha me recuperado do impacto de nossa separação.
TREZE ANOS ANTES...
Eu, uma garota de meus catorze anos. Washington, foi o meu primeiro namorado e meu primeiro homem. Começamos a namorar depois de uma briga, onde o chamei de "viado". Eu, sinceramente, não sei o que ele viu em mim, uma guria de treze para catorze anos, colegial, que só pensava em pegar na mão no sentido de namorar. Ele quase me atropela com a moto e por isso o chamei de viado. Ele me seguiu até em casa e dois dias depois começamos a namorar; esqueci de dizer que ele é dez anos mais velho.
Meu pai não aceitou muito bem a nossa relação, mas não interferiu. Washington me iniciou na arte do prazer, quando saíamos para um motel. Nas carícias que fazia em meu corpo, nos beijos, no sexo que não fizemos, no toque que me torturava. Eu aceitei aquilo de bom grado, mas meu corpo começou a exigir mais, eu queria a cópula, o sexo explícito e não ficar somente nas carícias.
Houve um dia em que o obriguei a transar, ele não queria de modo algum, não sei o por quê?, ele conhecia meu corpo melhor do que eu mesma. E numa tarde de quinta-feira ele me convida para sair, eu não sabia para onde iríamos então arrumei-me toda: um vestido azul com flores na saia, uma sandália de salto, um gloss nos lábios, uma maquiagem suave e um rímel nos cílios.
Às três horas desta tarde ele foi me buscar. Saímos primeiro para tomar sorvete, ele olhava eu lamber a colher enquanto saboreava meu sorvete de chocolate. Saímos de lá, eu às cegas sem saber realmente para onde iria e por um segundo ele pediu para vendar meus olhos, tinha uma surpresa. Fiz o que ele me pediu e quando chegamos ao local, ele me desceu do carro e levou-me para dentro, não sei onde, só descobri quando entrei e ele tirou a minha venda. Eu estava no motel que frequentávamos, mas noutro quarto, num mais requintado, mais sofisticado.
Encantei-me. Na cama havia um buquê de rosas vermelhas, da qual eu gostava. Também tinha um bilhete, quando li era uma declaração de amor da parte dele, as frases magníficas, bem trabalhadas. Emocionei, chorei até. Ele me abraçou por trás. Sua mão ao redor de minha cintura foi subindo em direção aos seios, um beijo na nuca iniciou a seção de prazer.
Começou abrindo os botões, um por um, seguidos por beijos molhados. Eu me arrepiava. O vestido deslizava devagar pelo meu corpo; ele fazia escorregar pausadamente, seguidos de beijos, quando percebi estava com minhas roupas íntimas. Washington ficou parado na minha frente, sua barba por fazer fazia-o ficar sexy, aquela calça jeans que marcava todo seu quadril. Sentei na cama e pedi que se aproximasse, abri os botões de sua camisa, um por um, tirei toda; depois abri o cinto, tirando-o e jogando no chão; abri a calça e tirei junto com a cueca.
Nú, totalmente nú, lindo e perfeito (para mim é claro!); adorava deslizar minhas mãos sobre o seu corpo, ele ficava sério, apreciava o toque, o pênis se erigindo na minha frente. Eu peguei e o acariciei, meus dedos deslizaram sobre aquela massa rígida. Beijei a cabeça e enfiei na boca, mal cabia dentro, mas continuei, roçando a língua em toda a sua extensão, ele começava a gemer, segurou em meu cabelo e a ponto de gozar ele se afasta.
Ele foi gozar no chuveiro, quando voltou enrolado numa toalha, sentou-se no meio da cama e me fez sentar em seu colo. De frente pra ele, começamos a nos beijar, tirou meu sutiã e massageou meus seios deixando os bicos em tesão. Chupou-os. Sugou-os. Seus dedos invadiam minha buceta, os dedos ficavam molhados com o prazer que escorria. Tirou minha calcinha, deixando-me de salto, eu sentia seu pênis enrigecer novamente por baixo da toalha, agora faríamos sexo, mataria a vontade de meu corpo e descobriria o segredo do prazer.
Washington me deitou devagar, ainda me beijava quando foi encaixando-se; a primeira investida foi devagar, a segunda um pouco mais forte, meus lábios descreviam a dor que sentia, mas na terceira investida, levantei o quadril para romper definitivamente aquela barreira que nos separava. A dor não foi crucial, o prazer foi mais intenso; ele movimentou-se devagar, para que eu acostumasse com a intensidade e força, depois seguiu rápido. Movimentava junto com ele e a palpitação crescente de meu coração fazia meu sangue correr mais rápido e o prazer crescia, aumentava; a minha libido em alta, os espasmos fazendo meu lábio tremer, eu queria beijá-lo e o beijei no momento do prazer total.
Gozei e ele gozou, o pequeno rastro de sangue nas minhas pernas, o suplício inicial não significava nada diante daquilo. Eu estava feliz. Ele também. Ofegantes, o abracei e deixei ele dentro do meu corpo. Quando voltei para casa, estava radiante, mas para minha desilusão, ele fora embora e eu chorei, sem entender o por quê de ele ter feito aquilo e ele nunca mais apareceu.
Agora, treze anos depois, ele me aparece. Meu corpo deu todos os sinais, mas mesmo assim aquela dor de ser abandonada me consumia.
... Continua.
Dias de hoje, treze anos depois...
Ao visualizá-lo ali, na minha frente, com aqueles mesmos olhos sugestivos, percebi que ainda estava vulnerável ao charme dele. Eu não tinha intenção alguma de falar e não entendia o por quê de ele estar ali na minha frente, sabia somente que minha amiga Clara havia deixado ele entrar. Washington dizia querer conversar, mas conversar sobre o quê? Não tínhamos mais nada a falar, o que tinha passado foi passado, e mesmo assim eu queria dizer outras coisas, palavras entaladas na minha garganta por tanto tempo.
- Você não deveria estar aqui?
- Eu sei!
- Então por que veio?
- Não sei. Queria te ver.
- Ver-me?!
- Sim, não posso?
- Não. Não pode.
Ele chegou mais perto, aproximando-se devagar, ficando na minha frente, próximo ao sofá. Baixou-se e me deu um beijo sem eu esperar. Eu tentava revidar ao beijo, mas meu corpo se erguia em sua direção, Washington ainda mexia comigo, me esqueci o por que da raiva que sentia dele e deixei ele continuar; ele pausa o beijo e fica a olhar, e eu sabia que aquilo era um teste.
Não me fiz de rogada, não estava com paciência para o jogo de perguntas e resposta, pulei em seu pescoço e beijei-o com volúpia, com o desejo repreendido de tantos anos. Ele caiu sentado, mas eu ainda continuava agarrada em seu pescoço, beijando-o.
- Eu queria te falar...
- Não fale, faça sexo comigo agora. – Ordenei.
Comecei a desabotoar a sua camisa, botão por botão, deslizando minha mão por seu peito peludo e másculo. Abri o cinto de sua calça e joguei para longe; Washington tirava minha roupa rápido, tinha medo de eu desistir. Tirei os seus sapatos e meias, e puxei a calça para baixo deixando-o de cueca no meu tapete, estirado ali no chão. Levantei-me e chamei-o para irmos para o quarto, ele não quis, queria ficar ali no tapete e quando pegou minha mão me puxou para baixo deitando-me no tapete e deitando sobre mim. Ele não queria que eu fugisse ou desistisse de transar com ele, então Washington tirou minha calcinha com a velocidade de um pássaro em vôo, não tinha paciência para as preliminares, abriu as minhas pernas, levantou o meu quadril e enfiou se pênis duro em minha buceta com ferocidade, enfiava forte e rápido, queria saciar-se, eu que seguisse seus movimentos ou ficaria para trás. Mas eu gostava daquilo, daquele domínio, enquanto ele segurava minhas mãos acima da cabeça e metia cada vez mais forte. Eu gemia, movimentava em seu ritmo, gozava e o xingava.
- Puta, minha putinha, você agora não me escapa.
- Cale a boca e me foda seu fracote, seu viado.
- Vou lhe mostrar o viado.
Sai de cima e me vira, empina a minha bunda e me fode no cú. A dor foi intensa, eu não esperava ele ser tão violento, mas estava adorando, sabia que tinha de xingá-lo cada vez mais para que ele socasse mais forte.
- É só isso que sabe fazer, seu bundão... Você parecia ser melhor.
Washington puxa meu cabelo, fazendo-me virar o rosto, ele morde minha orelha e me beija grotescamente; um beijo de luxúria e enquanto ele me socava cada vez mais, arranhava minhas costas deixando a sua marca. Aquela sensação de ser dominada estava me excitando cada vez mais.
Ele goza. Eu não. Mas ele não se importava muito, estava interessado em saber o que eu faria para ele, em relação a sexo. Levantou-se me deixando no tapete, me olhava do mesmo modo, com a intensidade de que faria mais daqui a alguns minutos.
Realmente me levantei desejando que ele me fodesse mais. Em pé, caminhei para o banheiro, queria mais que tudo um banho gelado, mas ele não deixou, me pegou nos braços e caminhou em direção ao quarto; me jogando na cama e se jogando junto, ao meu lado, pedindo que o humilhasse, levantei e fui ao guarda roupa pegar alguns apetrechos: uma algema, um óleo de massagem, uma máscara e um pequeno chicote com pontas duplas.
Ele se espantou com meu arsenal. Sorriu irônico.
Prendi suas mãos na grade da cama, coloquei os objetos na cabeceira e sentei em cima do corpo dele. Comecei massageando o peito dele com o óleo, mãos que subiam e desciam, deslizavam de maneira vaga, insinuando círculos e às vezes feixes; pelo peito, pescoço, barriga, cintura, pênis, coxas, pernas e pés – no qual ele sentiu cócegas. Quando subi novamente para sua cintura, dei-lhe dois tapas no rosto, no qual ele não gostou muito, mas agora eu estava no poder. Suspirei em seu rosto, querendo beija-lo, insinuei um beijo e ele estava com a boca aberta expondo sua língua, mas não quis. Mordisquei seu queixo, belisquei seus mamilos, ele arqueou o corpo, agora era a vez do chicote; ele olhou meio que desconfiado, quando deslizei as pontas por seu rosto, pelo o seu corpo e chicoteei suas coxas, deixando-as vermelhas. Não posso falar que sou adepta ao sado, mas naquele momento eu iria ser, queria castigá-lo pelo o que ele tinha feito a mim.
Em cima da vermelhidão das coxas lambi, minha língua ia sinuosa sobre ela, aliviando o impacto; mas continuei severa no meu castigo, não ficando somente nas coxas, mas também no abdômen, no peito, nos braços e a cada investida que eu dava com o chicote mais ele me odiava. Que sensação tê-lo assim tão vulnerável a mim, tão susceptível ao meu desejo, e depois de castigá-lo percebi a ereção surgir. Com o pênis ereto me aproveitei. Deslizei minhas mãos sobre aquele membro rígido, acariciando com força, lambi a cabeça e chupei, como se chupasse um pirulito bem doce.
Washington gemia e como gemia. Pedia para que eu fizesse uma boquete, mas quanto mais ele me pedia, mais eu mordiscava a raiz daquele tronco. Por fim sentei-me, movimentando devagar, massageando seu pau com minha buceta molhada, subindo e descendo, querendo gozar. Mas eu não queria gozar com a buceta, queria com o cú, daí com o pau bem lubrificado com minha seiva, sentei-me novamente, mas agora enfiando o cuzinho naquele pau gostoso. E do mesmo modo que fazia com a buceta, fiz com o cú. Subindo e descendo, sentindo gozar, meu orgasmo se aproximando, apertando suas coxas com minhas unhas e gozando por fim. Ele não fez nenhum movimento, mas estava exaurido com a fricção causada pelo meu sexo, deslizei suada pelo o seu peito e beijei sua boca. Ele mordisca meu lábio fazendo doer.
Quando ele soltou meu lábio, dei-lhe uma tapa e sorri.
Ele sorriu de volta e seu olhar me dizia que se eu o soltasse naquele momento eu estaria perdida.
Quando me aproximei das algemas para libertá-lo, meus seios ficaram bem próximos de seu rosto, principalmente de sua boca, ele lambeu um deles, um bico, chupou e mordiscou fazendo-me gemer. Parei por um segundo enquanto ele continuava naquele movimento. Desisti de solta-lo e deixei-o a vontade com meus seios alternando-os de um para outro. Enquanto ele fazia isso, meus dedos deslizavam dentro de minha xaninha, seria meu segundo gozo, sim, meu segundo gozo, pois estava muito sensível ao toque dele.
Resolvi por fim soltá-lo de vez, queria saber o que ele faria comigo agora. Com as mãos livres ele segurou minha cabeça e forçou um beijo; Era rígido, frio e calculista. Mas erótico. Quando ele parou sorriu.
Era isso que ele queria, era aquilo que eu queria, deitamos lado a lado.
Agora sim era a hora de conversarmos.
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